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sábado, 24 de novembro de 2018

Paralelo cangaço/politica: A história do cangaço e nos dias atuais na visão do pesquisador e poeta Lino Ademar Praxedes

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Esse texto foi escrito pelo compositor e poeta caraubense Lino Ademar da Silva Praxedes. Ele exprime seu pensamento, cruzando um paralelo nos tempo do cangaço e a atual conjuntura politica do Brasil. Achei legal e compartilhei.

Veja na íntegra:

A história do cangaço é rica e de uma importância enorme para o conhecimento dos problemas da época e que muitos se assemelham com os problemas atuais da nossa região. Mostra às diferenças sociais daquela época e o poderio dos coronéis e os descasos dos políticos e da justiça para com os menos abastados. Mostra às dificuldades da época e a falta de justiça em certos casos, junto com os problemas causados pelas grandes secas e a miséria extrema, tudo isso fez com que muitos vislumbrassem no cangaço uma maneira de sobrevivência e de fazer justiça com às próprias mãos. Nosso Brasil e a nossa região passa por problemas semelhantes, os descasos dos políticos com a coisa pública e seu poderio junto ao judiciário contribuem para que injustiças seja cometidas e fiquem impunes prejudicando assim toda uma sociedade. Empresários ditam suas regras substituindo os coronéis dando assim continuidade ao cangaço, só que bem mais moderno, às armas usadas são canetas. Justiça com às próprias mãos não se pode mais fazer, só através do voto, mas essa ainda não se tornou a justiça ideal ou justa, o voto de cabresto ainda vigora em vários munícipios, é o coronelismo moderno impedindo que se escolha políticos honestos e comprometidos com bem geral do povo e do país. Não que eu defenda justiça com às próprias mãos, sou contra a violência seja ela qual for, mas naquela épocas muitos se valeram dessa justiça bruta revoltados com injustiças cometidas com familiares ou coletiva.

VEJA MAIS:

Virgulino Ferreira, O Lampião - O Rei do Cangaço
Lampião nasceu das contradições e conflitos da terra, da violência do campo imposta pelos coronéis latifundiários, políticos corruptos e do clero aliado da aristocracia sertaneja e da burguesia litorânea.
Eternizou-se como mito da cultura popular. Virou lenda no Brasil de Sul a Norte, principalmente nas regiões Norte e Nordeste.
Influenciou a música popular nordestina. Apimentou os acordes de Luiz Gonzaga e de centenas de sanfoneiros, violeiros, repentistas e cordelistas.
Seu sangue corre nas veias do xaxado (dança dos gangaceiros), no xote, no baião e no forró.
Lampião e Maria Bonita: verdadeiros mitos do
sertão brasileiro. A dupla é hoje destaque em
portais e jornais de todo o mundo.
“É Lamp, é Lamp, é Lamp. É Lamp é Lampião. Seu nome é Virgulino, o apelido é Lampião”. Este é o hino consagrado ao rei do cangaço pelo Brasil. Um canto que eclode nas caatingas, no agreste, no Raso da Catarina, na Serra do Apodi, nos cariris, Serra Talhada, tabuleiros, lugares por onde passou o célebre cangaceiro.
'Aos 23 anos, após o assassinato do pai, Lampião tornou-se cangaceiro.
Levou consigo os irmãos Ezequiel, Antônio e Livino'
Virgulino Ferreira da Silva nasceu em Vila Bela, atual Serra Talhada – alto sertão pernambucano – no ano de 1897. Ano trágico do massacre de Canudos, onde foram assassinados milhares de camponeses. Da estirpe de Antônio Conselheiro, o famoso beato e líder político-religioso que inspirou Os Sertões, obra-prima de Euclides da Cunha, Lampião foi cangaceiro, uma categoria acima de jagunço. Com ele, muitos jagunços – vassalos dos coronéis – ascenderam à posição de cangaceiro que era símbolo de independência e individualidade. O soldo do cangaceiro dependia do que se conseguia em saques, sequestros, assaltos a fazendas e cidades. Lampião era generoso e bom pagador. Franqueava aos cabras do bando ações individuais que rendiam alguma remuneração.
O reino de Lampião durou de 1914 a 1938. Atraiu muitos jagunços e coiteiros de todo o Nordeste numa época crítica, sem muitas opções de trabalho. Calcula-se que seu grupo tinha em torno de 120 membros.
Lampião viveu todos os conflitos de seu tempo quando o sítio de seu pai, José Ferreira, em Vila Bela, foi invadido pelo fazendeiro João Nogueira e seus capangas. Invadiram as terras dos Ferreiras, cortaram orelhas dos animais. Fizeram emboscadas e trapaças, em 1911. Os Ferreiras fugiram para um sítio no interior de Alagoas e se desentenderam com o subdelegado da região que invadiu o local e matou o pai de Lampião.
'A caçada a Lampião e seu bando terminou no dia 12 de agosto de 1938.
O cangaceiro foi morto aos 40 anos, a 3 quilômetros do Rio São Francisco,na grota da fazenda Angico'
Aos 23 anos, após o assassinato do pai, Lampião tornou-se cangaceiro. Levou consigo os irmãos Ezequiel, Antônio e Livino. O apelido de Lampião foi dado pelos homens do bando de Sinhô Pereira que iniciou o jovem Virgulino no cangaço. Reza a lenda que Virgulino atirava muito bem e que o seu fuzil parecia iluminado. Atribui-se a ele a frase: “Meu fuzil não nega fogo”. A frase foi retrucada por outro cangaceiro que disse: Então não é fuzil, é lampião”. O apelido pegou e virou mito no sertão de Deus-dará. Lampião herdou o comando do bando de Sinhô Pereira aos 25 anos. A partir de 1926 algumas mulheres foram incorporadas ao bando. Lampião conheceu Maria Bonita em 1929, então mulher de um sapateiro. Fez a corte à bela Maria que abandonou o marido e optou pelo cangaço.
A caçada a Lampião e seu bando terminou no dia 12 de agosto de 1938. O cangaceiro foi morto aos 40 anos, a 3 quilômetros do Rio São Francisco, na grota da fazenda Angico. Época em que o rei do cangaço estava distraído, preocupado com a sua Maria Bonita que vivia o drama da tuberculose. A tropa do tenente João Bezerra recebeu o serviço do coiteiro de Lampião Pedro de Cândido que, segundo consta, teria levado bebida envenenada para os cangaceiros. Não houve luta. Os homens estavam bêbados e dormentes. Onze cangaceiros foram mortos, incluindo Lampião e Maria Bonita. Vinte e quatro cangaceiros fugiram pelo sertão. Acabou-se, aí, o reinado de Lampião. Mas a lenda continua.
Capitão Virgulino Ferreira da Silva
Existe uma grande polêmica em torno desse personagem fantástico que foi Lampião. Quem foi? Um bandido sanguinário, assassino e perverso? Um homem revoltado? Um justiceiro? Herói? Como conseguiu sobreviver tanto tempo lutando contra sete estados com poucos homens?
Na realidade muitas histórias se contam sobre ele, sua vida e suas andanças. Sanfoneiro, repentista, cantador, poeta, místico, muitas vezes juiz outras enfermeiro e até dentista, Virgulino gozou do respeito e da admiração da maioria da população pobre e oprimida do Nordeste. Odiando a injustiça e o poder sufocante do coronelismo, imperante na região, Lampião era a referência do povo contra os poderosos. Bandeou-se para o cangaço, por ser essa a única opção daqueles que, vítimas da perseguição dos poderosos coronéis, queriam lutar ou vingar-se de alguma forma.
Homem de fibra, coragem, inteligência superior, grande estrategista militar, exímio atirador e disposto a fazer justiça com as próprias mãos, semeou o terror contra seus inimigos em suas andanças pelos estados de: Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe.
Apesar das agruras da vida de cangaceiro, conseguia ser alegre, festeiro, protetor de sua família perseguida, um homem de fé e esperança .
Pelas inúmeras pessoas que matou e feriu, angariou o ódio de muitos e até de familiares, que, por sua causa, foram mais perseguidos, muitos mortos ou com suas vidas arrasadas pelas volantes da polícia.
Capitão Virgulino
Breve Biografia de Lampião
Em 04 de junho de 1898 nasceu Virgulino Ferreira da Silva, na fazenda Ingazeira de propriedade de seus pais, no Vale do Pajeú, em Pernambuco, terceiro filho de José Ferreira da Silva e D. Maria Lopes. Seus pais casaram no dia 13 de outubro de 1894, na Matriz do Bom Jesus dos Aflitos, em Floresta do Navio, tendo seu primeiro filho em agosto de 1895, que chamaram Antônio em homenagem ao avô paterno. O segundo filho nasceu dia 07 de novembro de 1896, e foi chamado de Livino. Depois de Virgulino, o casal teve mais seis filhos, quase que ano a ano que foram: Virtuosa, João, Angélica, Maria (Mocinha), Ezequiel e Anália.
Virgulino foi batizado aos três meses de nascido, na capela do povoado de São Francisco, sendo seus padrinhos os avós maternos: Manuel Pedro Lopes e D. Maria Jacosa Vieira. A cerimônia foi oficiada por Padre Quincas, que profetizou:
- "Virgulino - explicou o padre - vem de vírgula, quer dizer, pausa, parada." E arregalando os olhos: - "Quem sabe, o sertão inteiro e talvez o mundo vão parar de admiração por ele".
Quando menino viveu intensamente sua infância, na região que chamava carinhosamente de meu sertão sorridente! Bricava nos cerrados, montava animais, pescava e nadava nas águas do riacho, empinava papagaio, soltava pião e tudo o mais que fazia parte dos folguedos de seu tempo de menino.
A esperteza do menino o fez cair nas predileções de sua avó e madrinha que aos cinco anos o levou para a sua casa, a 150 metros da casa paterna.
À influência educativa dos pais, que nunca cessou, acrescentou-se a desta senhora - a "Mulher Rendeira" - a quem o menino admirava quando ela, com incrível rapidez das mãos, trocando e batendo os bilros na almofada e mudando os espinhos e furos, tecia rendas e bicos de fino lavor
A primeira comunhão de Virgulino foi aos sete anos na capela de São Francisco, em 1905, juntamente com os irmãos Antônio (dez anos) e Livino (nove anos). A crisma aconteceu em 1912, aos quatorze anos e foi celebrada pelo recém empossado primeiro bispo D. Augusto Álvaro da Silva, sendo padrinho o Padre Manuel Firmino, vigário de Mata Grande, em Alagoas.
No lugar onde nasceu não havia escola e as crianças aprendiam com os mestres-escola , que ensinavam mediante contrato e hospedagem, durante períodos de três a quatro meses nas fazendas.Seu aprendizado com foi os professores Justino Nenéu e Domingos Soriano Lopes.
Ainda menino já trabalhava, carrregando água, enchiqueirando bodes, dando comida e água aos animais da fazenda, pilando milho para fazer xerém e outras atividades compatíveis com sua idade. Mais tarde, jovem, robusto passou aos trabalhos de gente grande: cultivava algodão, milho, feijão de corda, abóbora, melancia, cuidava da criação de gado, e dos animais. Posteriormente tornou-se vaqueiro e feirante .
Seu alistamento eleitoral e de seus dois irmãos Antônio e Livino foi feito em 1915 por Metódio Godoi, apesar de não terem ainda os 21 anos exigidos por lei. Sabe-se que votaram três vezes: em 1915, 1916 e 1919.
A vida amorosa dos três irmãos era como a de qualquer jovem de sua idade, e se não houvessem optado pela vida de cangaceiro, certamente teriam cada um constituído sua família e tido um lar estável como foi o de seus familiares. Até entrar para o cancaço, Virgulino e seus irmãos eram pessoas comuns, pacíficos sertanejos, que viviam do trabalho (trabalhavam muito como qualquer sertanejo) na fazenda e na feira onde iam vender suas mercadorias. Virgulino Ferreira da Silva na certa seria sempre um homem comum, se fatos acontecidos com ele e sua família (que narraremos na página "Porque Virgulino entrou para o cangaço"não o tivessem praticamente obrigado a optar pelo cangaço como saída para realizar sua vingança. Viveu no cangaço durante anos, vindo a falecer numa emboscada no dia, na fazenda Angicos, no estado de Alagoas.
A Mulher Rendeira
Virgulino, por ser muito esperto, atraiu a predileção de sua avó e madrinha de batismo, D. Maria Jacosa. Quando o menino completou cinco anos de idade, levou-o para morar em sua casa.
O menino espantava-se com a rapidez com que sua avó trocava e batia os bilros na almofada, mudando os espinhos nos furos, tecendo rendas e bicos de refinado gosto.
Virgulino foi educado tanto pelos pais quanto pela avó, a mulher rendeira. A casa da avó ficava a cento e cinquenta metros da casa paterna e, o menino brincava no terreiro das duas casas.Mais tarde, em homenagem a sua avó, comporia a música que serviria de hino de guerra para suas andanças: "mulher rendeira".
"Houve grande empenho em destruir a memória de Lampião.
Primeiro, arrasaram-lhe na Ingazeira a casa paterna e natal e a dos avós maternos, deixando unicamente restos dos torrões dos alicerces." (Frederico Bezerra Maciel)
Porque Lampião era chamado de Capitão?
Muito curiosa a história de sua patente de oficial do exército, obtida do governo federal.
No início do ano de 1926, a Coluna Prestes percorria o Nordeste em sua peregrinação revolucionária, trazendo apreensão aos governantes e colocando em risco a segurança da nação segundo avaliação do governo central.
Em meados de janeiro, estavam prontos para entrar no Ceará. A tarefa de organizar a defesa do estado coube, em parte, a Floro Bartolomeu, de Juazeiro. A influência de Floro, perante todo o país, devia-se ao seu estreito relacionamento com o Padre Cícero Romão. Por sugestão do Padre Cícero, só havia em todo Nodeste uma pessoa que poderia combater a Coluna e sair-se bem da empreitada. Indicou então o nome de Virgulino.
Floro reuniu uma força de combate, composta, em sua maioria, de jagunços do Cariri. Os Batalhões Patrióticos, como foram chamados, ganharam armas dos depósitos do exército, porque tinham apoio material e financeiro do governo federal.
A tropa, organizada, foi levada por Floro a Campos Sales, no Ceará, onde se esperava a invasão. Floro mandou uma carta a Virgulino, convidando-o a fazer parte do batalhão.
O convite foi aceito nos primeiros dias de março, quando a Coluna Prestes já estava na Bahia. Em virtude da doença e posterior morte de Floro, em 8 de março, coube ao Padre Cícero a recepção a Lampião.
Lampião chegou à vizinhança de Juazeiro no princípio de março de l926. Só atendeu ao convite porque reconheceu a assinatura de Cícero no documento. Acompanhado por um oficial dos Batalhões Patrióticos, entrou na comarca de Juazeiro em 03 de março, tendo os cangaceiros uma conduta exemplar. Prometeram a ele, o seu perdão e o comando de um dos destacamentos , caso aceitasse contaber os revoltosos. Lampião e seu bando, entrou na cidade no dia 04 de março. Na audiência com o Padre Cícero, foi lavrado um documento, assinato por Pedro de Albuquerque Uchôa, inspetor agrícola do Ministério da Agricultura, nomeando Virgulino capitão dos Batalhões Patrióticos. Esse documento dava livre trânsito a Lampião e seu grupo, de estado a estado, para combater a coluna.
Receberam uniformes, armamentos e munição para o combate.
Lampião já tinha pensado muitas vezes em deixar o cangaço. Sem dúvida, aquela era uma grande oportunidade, proporcionada pelo seu protetor e padrinho Padre Cícero. Estava disposto a cumprir sua parte no trato e todas as promessas feitas ao Padre.
Daquele momento em diante, passou a chamar a si próprio de "Capitão Virgulino".
Maria Bonita
Até 1930, ou início de 31, não se tem registro da existência da mulher no Cangaço.
Aparentemente, Lampião foi o primeiro a arranjar uma companheira. Maria Déia, que ficou conhecida posteriormente como Maria Bonita, foi a companheira de Virgulino até a morte de ambos. Maria Bonita chamava-se Dona Maria Neném, e era casada com José Nenem. Foi criada na pequena fazenda, de propriedade de seu pai, em Jeremoabo/Bahia e vivia em companhia do marido na cidadezinha de Santa Brígida. Maria não tinha bom relacionamento com o marido.
Lampião costumava passar várias vezes pela fazenda dos pais de Maria, porque a mesma ficava na fronteira entre Bahia e Sergipe. Os pais de Maria Bonita, sentiam pelo Capitão uma mistura de respeito e admiração. A mãe contou a Lampião que sua filha era sua admiradora. Um dia, ao passar pela fazenda, Virgulino encontrou Maria e apaixonou-se à primeira vista. Dias depois quando o bando retirou-se, já contava com a presença dela ao lado de Lampião, com o consentimento de sua mãe.
Maria Bonita representava o típo físico da mulher sertaneja: baixa, cheinha, olhos e cabelos escuros, dentes bonitos, pele morena clara. Era uma mulher atraente.
CORISCO
Governador do Sertão
Durante o tempo em que esteve preso por Lampião, Pedro Paulo Magalhães Dias (ou Pedro Paulo Mineiro Dias), inspetor da STANDAR OIL COMPANY (ESSO), conhecido como Mineiro, testemunhou a vida dos cangaceiros e traçou o perfil de Virgulino, segundo sua avaliação.
Lampião pediu à empresa um resgate de vinte contos de réis pelo prisioneiro e acertou que se o resgate não fosse pago, mataria Mineiro. Mineiro viveu os dias de cativeiro, atormentado por terrível temor de ser morto por Lampião. Finalmente, percebendo o estado de espírito do prisioneiro, Virgulino tranquilizou-o afirmando:
- "Se vier o dinheiro eu solto, se não vier eu solto também, querendo Deus".
Resolveu libertar Mineiro, antes porém, teve uma longa conversa com ele.
Falou para Mineiro, por sentir-se naquele momento Senhor Absoluto do Sertão, que poderia ser Governador do Sertão. Mineiro perguntou-lhe, caso fosse governador, que planos teria para governar.Ficou surpreso com as respostas, que revelaram ter Virgulino conhecimento da situação política da região, conhecento seus problemas mais urgentes.
Lampião afirmou:
- "Premero de tudo, querendo Deus, Justiça! Juiz e delegado que não fizer justiça só tem um jeito: passar ele na espingarda!
Vem logo as estradas para automóvel e caminhão!
- Mas, o capitão não é contra se fazer estrada? - objetou Mineiro.
- Sou contra porque o Governo só faz estrada pra botar persiga em cima de mim. Mas eu fazia estrada para o progresso do sertão. Sem estrada não pode ter adiantamento, Fica tudo no atraso.
Vem depois as escolas e eu obrigava todo mundo a aprender, querendo Deus.
Botava, também, muito doutor (médico) para cuidar da saúde do povo.
Para completar tudo, auxiliava o pessoal do campo, o agricultor e o criador, para ter as coisas mais barato, querendo Deus" (Frederico Bezerra Maciel).
Mineiro ouviu e concordou com Virgulino. O que acabara de ouvir representava uma parte da sabedoria do cangaceiro.
Lampião então, senhor de si, ditou para Mineiro, uma carta para o governador de Pernambuco, com a seguinte proposta:
" Senhor Governador de Pernambuco.
Suas saudações com os seus.
Faço-lhe esta devido a uma proposta que desejo fazer ao senhor pra evitar guerra no sertão e acabar de vez com as brigas... Se o senhor estiver de acordo, devemos dividir os nossos territórios. Eu que sou Capitão Virgulino Ferreira Lampião, Governador do sertão, fico governando esta zona de cá, por inteiro, até as pontas dos trilhos em Rio Branco. E o senhor, do seu lado, governa do Rio Branco até a pancada do mar no Recife. Isso mesmo. Fica cada um no que é seu. Pois então é o que convém. Assim ficamos os dois em paz, nem o senhor manda os seus macacos me emboscar, nem eu com os meninos atravessamos a extrema, cada um governando o que é seu sem haver questão. Faço esta por amor à Paz que eu tenho e para que não se diga que sou bandido, que não mereço.
Aguardo resposta e confio sempre.
Capitão Virgulino Ferreira Lampião, Governador do Sertão.
Seria Mineiro o portador dessa carta, colocada em envelope branco, tipo comercial, com a subscrição:
- Para o Exº Governador de Pernambuco - Recife" (Frederico Bezerra Maciel)
Mineiro notou que quase todos os cangaceiros eram analfabetos. Lampião sabia ler bem, mas escrevia com muita dificuldade. Antonio Ferreira lia com dificuldade e não escrevia. Apenas Antônio Maquinista, ex-sargento do Exército, sabia ler e escrever.
Enfim Lampião solta Mineiro, num ato que se transformou em festa, com muitos discursos e a emoção dos participantes.
Mineiro reconheceu nos cangaceiros, pessoas revoltadas contra a situação de abandono do sertão. Agradeceu a Deus os dias que passou na companhia de Lampião e seus cabras. Teceu elogios a Virgulino por sua personalidade capaz e inteligente. Afirmou que levava a melhor impressão de todos e que iria propagar, que o capitão e os seus, não eram o que diziam deles.
Lampião pediu então a Mineiro que dissesse ao mundo a verdade.
Despediu-se mineiro de todos, abraçando um por um os cangaceiros:
Luís Pedro, Maquinista, Jurema, Bom Devera, Zabelê, Colchete, Vinte e dois, Lua Branca, Relâmpago, Pinga Fogo, Sabiá, Bentevi, Chumbinho, Az de Ouro, Candeeiro, Vareda, Barra Nova, Serra do Mar, Rio Preto, Moreno, Euclides, Pai Velho, Mergulhão, Coqueiro, Quixadá, Cajueiro, Cocada, Beija Flor, Cacheado, Jatobá, Pinhão, Mormaço, Ezequiel Sabino, Jararaca, Gato, Ventania, Romeiro, Tenente, Manuel Velho, Serra Nova, Marreca, Pássaro Preto, Cícero Nogueira, Três cocos, Gaza, Emiliano, Acuana, Frutuoso, Feião, Biu, Sabino
Finalizando:
Cordão de Ouro, Ferreirinha, Antônio Ferreira e Lampião
Foi entrevistado pelo médico de Crato, Dr. Octacílio Macêdo.
"A entrevista teve dois momentos. O primeiro foi travado o seguinte diálogo:
- Que idade tem?
- Vinte e sete anos.
- Há quanto tempo está nesta vida?
- Há nove anos, desde 1917, quando me ajuntei ao grupo do Senhor Pereira.
- Não pretende abandonar a profissão?
A esta pergunta Lampião respondeu com outra:
- Se o senhor estiver em um negócio, e for se dando bem com ele, pensará porventura em abandoná-lo? Pois é exatamente o meu caso. Porque vou me dando bem com este "negócio", ainda não pensei em abandoná-lo.
- Em todo o caso, espera passar a vida toda neste "negócio"?
- Não sei... talvez... preciso porém "trabalhar" ainda uns três anos. Tenho alguns "amigos" que quero visitá-los, o que ainda não fiz, esperando uma oportunidade.
- E depois, que profissão adotará?
- Talvez a de negociante.
- Não se comove a extorquir dinheiro e a "variar" propriedades alheias?
- Oh! mas eu nunca fiz isto. Quando preciso de algum dinheiro, mando pedir "amigavelmente" a alguns camaradas.
Nesta altura chegou o 1° tenente do Batalhão Patriótico de Juazeiro, e chamou Lampião para um particular. De volta avisou-nos o facínora:
- Só continuo a fazer este "depoimento" com ordem do meu superior. (Sic!)
- E quem é seu superior?
- ! !
- Está direito...
Quando voltamos, algumas horas depois, à presença de Lampião, já este se encontrava instalado em casa do historiador brasileiro João Mendes de Oliveira.
Rompida, novamente, a custo, a enorme massa popular que estacionava defronte à casa, penetramos por um portão de ferro, onde veio Lampião ao nosso encontro, dizendo:
- Vamos para o sótão, onde conversaremos melhor.
Subimos uma escadaria de pedra até o sótão. Aí notamos, seguramente, uns quarenta homens de Lampião, uns descansando em redes, outros conversando em grupos; todos, porém, aptos à luta imediata: rifle, cartucheiras, punhais e balas...
- Desejamos um autógrafo seu, Lampião.
- Pois não.
Sentado próximo de uma mesa, o bandido pegou da pena e estacou, embaraçado.
- Que qui escrevo?
- Eu vou ditar.
E Lampião escreveu com mãos firmes, caligrafia regular.
"Juazeiro, 6 de março de 1926
Para... e o Coronel...
Lembrança de EU.
Virgulino Ferreira da Silva.
Vulgo Lampião".
Os outros facínoras observavam-nos, com um misto de simpatia e desconfiança. Ao lado, como um cão de fila, velava o homem de maior confiança de Lampião, Sabino Gomes, seu lugar-tenente, mal-encarado.
-É verdade, rapazes! Vocês vão ter os nomes publicados nos jornais em letras redondas...
A esta afirmativa, uns gozaram o efeito dela, porém parece que não gostaram da coisa.
- Agora, Lampião, pedimos para escrever os nomes dos rapazes de sua maior confiança.
- Pois não. E para não melindrar os demais companheiros, todos me merecem igual confiança, entretanto poderia citar o nome dos companheiros que estão há mais tempo comigo.
E escreveu.
1 - Luiz Pedro
2 - Jurity
3 - Xumbinho
4 - Nuvueiro
5 - Vicente
6 - Jurema
E o estado maior:
1 - Eu, Virgulino Ferreira
2 - Antônio Ferreira
3 - Sabino Gomes.
Passada a lista para nossas mãos fizemos a "chamada" dos cabecilhas fulano, cicrano, etc.
Todos iam explicando a sua origem e os seus feitos. Quando chegou a vez de "Xumbinho", apresentou-se-nos um rapazola, quase preto, sorridente, de 18 anos de idade.
- É verdade, "Xumbinho"! Você, rapaz tão moço, foi incluído por Lampião na lista dos seus melhores homens... Queremos que você nos ofereça uma lembrança...
"Xumbinho" gozou o elogio. Todo humilde, tirou da cartucheira uma bala e nos ofereceu como lembrança...
- No caso de insucesso com a polícia, quem o substituirá como chefe do bando?
- Meu irmão Antônio Ferreira ou Sabino Gomes...
- Os jornais disseram, ultimamente, que o tenente Optato, da polícia pernambucana, tinha entrado em luta com o grupo, correndo a notícia oficial da morte de Lampião.
- É ,o tenente é um "corredor", ele nunca fez a diligência de se encontrar "com nós"; nós é que lhe matemos alguns soldados mais afoitos.
- E o cel. João Nunes, comandante geral da polícia de Pernambuco, que também já esteve no seu encalço?
- Ah, este é um "velho frouxo", pior do que os outros...
Neste momento chegou ao sótão uma "romeira" velha, conduzindo um presente para Lampião. Era um pequeno "registro" e um crucifixo de latão ordinário. "Velinha", apresentando as imagens: "Stá aqui, seu coroné Lampião, que eu truve para vomecê".
- Este santo livra a gente de balas? Só me serve si for santo milagroso.
Depois, respeitosamente, beijou o crucifixo e guardou-o no bolso. Em seguida tirou da carteira um nota de 10$000 e gorgetou a romeira.
- Que importância já distribuiu com o povo do Juazeiro?
- Mais de um conto de réis.
Lampião começou por identificar-se:
- Chamo-me Virgulino Ferreira da Silva e pertenço à humilde família Ferreira do Riacho de São Domingos, município de Vila Bela. Meu pai, por ser constantemente perseguido pela família Nogueira e em especial por Zé Saturnino, nossos vizinhos, resolveu retirar-se para o município de Águas Brancas, no estado de Alagoas. Nem por isso cessou a perseguição.
- Em Águas Brancas, foi meu pai, José Ferreira, barbaramente assassinado pelos Nogueira e Saturnino, no ano de 1917.
- Não confiando na ação da justiça pública, por que os assassinos contavam com a escandalosa proteção dos grandes, resolvi fazer justiça por minha conta própria, isto é, vingar a morte do meu progenitor. Não perdi tempo e resolutamente arrumei-me e enfrentei a luta. Não escolhi gente das famílias inimigas para matar, e efetivamente consegui dizimá-las consideravelmente.
Sobre os grupos a que pertenceu:
- Já pertenci ao grupo de Sinhô Pereira, a quem acompanhei durante dois anos. Muito me afeiçoei a este meu chefe, porque é um leal e valente batalhador, tanto que se ele ainda voltasse ao cangaço iria ser seu soldado.
Sobre suas andanças e seus perseguidores:
- Tenho percorrido os sertões de Pernambuco, Paraíba e Alagoas, e uma pequena parte do Ceará. Com as polícias desses estados tenho entrado em vários combates. A de Pernambuco é disciplinada e valente, e muito cuidado me tem dado. A da Paraíba, porém, é uma polícia covarde e insolente. Atualmente existe um contingente da força pernambucana de Nazaré que está praticando as maiores violências, muito se parecendo com a força paraibana.
Referindo-se a seus coiteiros, Lampião esclareceu:
- Não tenho tido propriamente protetores. A família Pereira, de Pajeú, é que tem me protegido, mais ou menos. Todavia, conto por toda parte com bons amigos, que me facilitam tudo e me consideram eficazmente quando me acho muito perseguido pelos governos.
- Se não tivesse de procurar meios para a manutenção dos meus companheiros, poderia ficar oculto indefinidamente, sem nunca ser descoberto pelas forças que me perseguem.
- De todos meus protetores, só um traiu-me miseravelmente. Foi o coronel José Pereira Lima, chefe político de Princesa. É um homem perverso, falso e desonesto, a quem durante anos servi, prestando os mais vantajosos favores de nossa profissão.
A respeito de como mantém o grupo:
- Consigo meios para manter meu grupo pedindo recursos aos ricos e tomando à força aos usuários que miseravelmente se negam de prestar-me auxílio.
Se estava rico?
- Tudo quanto tenho adquirido na minha vida de bandoleiro mal tem chegado para as vultuosas despesas do meu pessoal - aquisição de armas, convindo notar que muito tenho gasto, também, com a distribuição de esmolas aos necessitados.
A respeito do número de seus combates e de suas vítimas disse:
- Não posso dizer ao certo o número de combates em que já estive envolvido. Calculo, porém, que já tomei parte em mais de duzentos. Também não posso informar com segurança o número de vítimas que tombaram sob a pontaria adestrada e certeira de meu rifle. Entretanto, lembro-me perfeitamente que, além dos civis, já matei três oficiais de polícia, sendo um de Pernambuco e dois da Paraíba. Sargentos, cabos e soldados, é impossível guardar na memória o número dos que foram levados para o outro mundo.
Sobre as perseguições e fugas deixou claro:
- Tenho conseguido escapar à tremenda perseguição que me movem os governos, brigando como louco e correndo rápido como vento quando vejo que não posso resistir ao ataque. Além disso, sou muito vigilante, e confio sempre desconfiando, de modo que dificilmente me pegarão de corpo aberto.
- Ainda é de notar que tenho bons amigos por toda parte, e estou sempre avisado do movimento das forças.
- Tenho também excelente serviço de espionagem, dispendioso mas utilíssimo.
Seu comportamento mereceu alguns comentários bastante francos:
- Tenho cometido violências e depredações vingando-me dos que me perseguem e em represália a inimigos. Costumo, porém, respeitar as famílias, por mais humildes que sejam, e quando sucede algum do meu grupo desrespeitar uma mulher, castigo severamente.
Perguntado se deseja deixar essa vida:
- Até agora não desejei, abandonar a vida das armas, com a qual já me acostumei e sinto-me bem. Mesmo que assim não sucedesse, não poderia deixá-la, porque os inimigos não se esquecem de mim, e por isso eu não posso e nem devo deixá-los tranquilos. Poderia retirar-me para um lugar longinguo, mas julgo que seria uma covardia, e não quero nunca passar por um covarde.
Sobre a classe da sua simpatia:
- Gosto geralmente de todas as classes. Aprecio de preferência as classes conservadoras - agricultores, fazendeiros, comerciantes, etc., por serem os homens do trabalho. Tenho veneração e respeito pelos padres, porque sou católico. Sou amigo dos telegrafistas, porque alguns já me tem salvo de grandes perigos. Acato os juizes, porque são homens da lei e não atiram em ninguém.
- Só uma classe eu detesto: é a dos soldados, que são meus constantes perseguidores. Reconheço que muitas vezes eles me perseguem porque são sujeitos, e é justamente por isso que ainda poupo alguns quando os encontro fora da luta.
Perguntado sobre o cangaceiro mais valente do nordeste:
- A meu ver o cangaceiro mais valente do nordeste foi Sinhô Pereira. Depois dele, Luiz Padre. Penso que Antonio Silvino foi um covarde, porque se entregou às forças do governo em consequência de um pequeno ferimento. Já recebi ferimentos gravíssimos e nem por isso me entreguei à prisão.
- Conheci muito José Inácio de Barros. Era um homem de planos, e o maior protetor dos cangaceiros do nordeste, em cujo convívio sentia-se feliz.
Questionado sobre ferimentos em combate, contou:
- Já recebi quatro ferimentos graves. Dentre estes, um na cabeça, do qual só por um milagre escapei. Os meus companheiros também, vários têm sido feridos. Possuímos, porém, no grupo, pessoas habilitadas para tratar dos ferimentos, de modo que sempre somos convenientemente tratados. Por isso, como o senhor vê, estou forte e perfeitamente sadio, sofrendo, raramente, ligeiros ataques reumáticos.
Sobre ter numeroso grupo:
- Desejava andar sempre acompanhado de numeroso grupo. Se não o organizo conforme o meu desejo é porque me faltam recursos materiais para a compra de armamentos e para a manutenção do grupo - roupa, alimentação, etc. Estes que me acompanham é de quarenta e nove homens, todos bem armados e municiados, e muito me custa sustentá-los como sustento. O meu grupo nunca foi muito reduzido, tem variado sempre de quinze a cinquenta homens.
Sobre padre Cícero Lampião foi bem específico:
- Sempre respeitei e continuo a respeitar o estado do Ceará, porque aqui não tenho inimigos, nunca me fizeram mal, e além disso é o estado do padre Cícero. Como deve saber, tenho a maior veneração por esse santo sacerdote, porque é o protetor dos humildes e infelizes, e sobretudo porque há muitos anos protege minhas irmãs, que moram nesta cidade. Tem sido para elas um verdadeiro pai. Convém dizer que eu ainda não conhecia pessoalmente o padre Cícero, pois esta é a primeira vez que venho a Juazeiro.
Em relação ao combate aos revoltosos:
- Tive um combate com os revoltosos da coluna Prestes, entre São Miguel e Alto de Areias. Informado de que eles passavam por ali, e sendo eu um legalista, fui atacá-los, havendo forte tiroteio. Depois de grande luta, e estando com apenas dezoito companheiros, vi-me forçado a recuar, deixando diversos inimigos feridos.
A respeito de sua vinda ao Ceará:
- Vim agora ao Cariri porque desejo prestar meus serviços ao governo da nação. Tenho o intuito de incorporar-me às forças patrióticas do Juazeiro, e com elas oferecer combate aos rebeldes. Tenho observando que, geralmente, as forças legalistas não têm planos estratégicos, e daí os insucessos dos seus combates, que de nada tem valido. Creio que se aceitassem meus serviços e seguissem meus planos, muito poderíamos fazer.
Sobre o futuro Lampião mostrou-se incerto, apesar de ter planos:
- Estou me dando bem no cangaço, e não pretendo abandoná-lo. Não sei se vou passar a vida toda nele. Preciso trabalhar ainda uns três anos. Tenho de visitar alguns amigos, o que não fiz por falta de oportunidade. Depois, talvez me torne um comerciante.
Aqui termina a entrevista concedida por Lampião em Juazeiro.
Na despedida Lampião nos acompanhou até a porta. Pediu nosso cartão de visita e acrescentou:
- Espero contar com os "votos" dos senhores em todo tempo!
- Que dúvida... respondemos.
Como sabemos, Lampião, o "Rei do Cangaço", não viveu o suficiente para ver todos seus planos concretizados. "
Expedita Ferreira Nunes e Vera Ferreira, respectivamente, filha e neta de Virgulino Ferreira – o Lampião – com Maria Bonita.
A família
Virgolino Ferreira da Silva era o terceiro dos muitos filhos de José Ferreira da Silva e de Maria Lopes. Nasceu em 1898, como consta em sua certidão de batismo, e não em 1897, como citado de várias obras.
A família Ferreira formou-se na seguinte sequência, por datas de nascimento:
1895 - Antonio Ferreira dos Santos
1896 - Livino Ferreira da Silva
1898 - Virgolino Ferreira da Silva
???? - Virtuosa Ferreira
1902 - João Ferreira dos Santos
???? - Angélica Ferreira
1908 - Ezequiel Ferreira
1910 - Maria Ferreira (conhecida como Mocinha)
1912 - Anália Ferreira
Todos os filhos do casal nasceram no sítio Passagem das Pedras, pedaço de terras desmembrado da fazenda Ingazeira, às margens do Riacho São Domingos, no município de Vila Bela, atualmente Serra Talhada, no Estado de Pernambuco.
Esse sítio ficava a uns 200 metros da casa de dona Jacosa Vieira do Nascimento e Manoel Pedro Lopes, avós maternos de Virgolino. Por causa dessa proximidade Virgolino residiu com eles durante grande parte de sua infância. Seus avós paternos eram Antonio Ferreira dos Santos Barros e Maria Francisca da Chaga, que residiam no sítio Baixa Verde, na região de Triunfo, em Pernambuco.
A infância de Virgolino transcorreu normalmente, em nada diferente das outras crianças que com ele conviviam. Todas as informações disponíveis levam a crer que as brincadeiras de Virgolino com seus irmãos e amigos de infância eram
nadar no Riacho São Domingos e atirar com o bodoque,
um arco para bolas de barro. Também brincavam de cangaceiros e volantes, como todos os outros meninos da época, imitando, na fantasia, a realidade do que viam à sua volta, "enfrentando-se" na caatinga. Em outras palavras, brincavam de "mocinho e bandido", como faziam as crianças nas outras regiões mais desenvolvidas do país.
Foi alfabetizado por Domingos Soriano e Justino de Nenéu, juntamente com outros meninos. Freqüentou as aulas por apenas três meses, tempo suficiente para que aprendesse as primeiras letras e pudesse, pelo menos, escrever e responder cartas, o que já era mais instrução do que muitos conseguiam durante toda sua vida, naquelas circunstâncias.
O sustento da família vinha do criatório e da roça em que trabalhavam seu pai e os irmãos mais velhos, e da almocrevaria. O trabalho de almocreve estava mais a cargo de Livino e de Virgolino, e consistia em transportar mercadorias de terceiros no lombo de uma tropa de burros de propriedade da família.
Os trajetos variavam bastante, mas de forma geral iniciavam-se no ponto final da Great Western, estrada de ferro que ligava Recife a Rio Branco, hoje chamada Arcoverde, em Pernambuco. Ali recolhiam as mercadorias a serem distribuídas pelos locais designados por seus contratantes, em diversas vilas e lugarejos do sertão. Esse conhecimento precoce dos caminhos do sertão foi, sem dúvida, muito valioso para o cangaceiro Lampião, alguns anos mais tarde.
Por duas vezes Virgolino acompanhou a tropa até o sertão da Bahia, mais exatamente até as cidades de Uauá e Monte Santo. Nesta última havia um depósito de peles de caprinos que eram, de tempos em tempos, enviadas pelo responsável, Salustiano de Andrade, para a Pedra de Delmiro, em Alagoas, para processamento e exportação para a Europa.
Esta informação nos foi prestada por dona Maria Corrêa, residente em Monte Santo, Bahia. Dona Maria Corrêa, mais conhecida como Maria do Lúcio, exercia a profissão de parteira e declarou-nos que, quando jovem, conheceu Virgolino Ferreira durante uma de suas visitas ao depósito de peles.
Como curiosidade e melhor identificação, dona Maria Corrêa é a parteira que foi condecorada pelo então presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira ao completar mil partos realizados com sucesso.
É bom frisar que as peles caprinas não eram compradas pelos Ferreira, apenas transportadas por eles, num serviço semelhante ao do frete rodoviário dos dias atuais.
Em quase todas suas viagens os irmãos tinham a companhia de Zé Dandão, indivíduo que conviveu durante muito tempo com a família Ferreira.
Nossas pesquisas na região comprovaram, através de diversos depoimentos pessoais, que José Ferreira, o patriarca da família, era pessoa pacata, trabalhadora, ordeira e de ótima índole, do tipo que evita ao máximo qualquer desentendimento.
Esses depoimentos positivos merecem especial atenção e ainda maior credibilidade por terem sido prestados por pessoas inimigas da família. Apesar da inimizade preferiram contar a verdade a denegrir gratuitamente o nome de José Ferreira.
A mãe de Virgolino já era um pouco diferente, mais realista em relação ao ambiente em que viviam. De maneira geral todos os entrevistados declararam que José Ferreira desarmava os filhos na porta da frente e dona Maria os armava na porta de trás dizendo:
- Filho meu não é para ser guardado no caritó. Não criei filho para ser desmoralizado.
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Comentários
Lino Ademar Da Silva Praxedes Praxedes Sou fã da história do cangaço, em especial a História de Virgulino Ferreira Lampião.
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Guaraci Praxedes Bandeira Tradições nordestinas que os gaúchos morrem de inveja eles so sabe usar bonbacha dancar a chula e beber cha de merda de burro o podre chimarrão barbaridade tchê


 

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Guerra pelo Atum: Navio pesqueiro potiguar é atacado por embarcação chinesa



Um navio atuneiro potiguar, com cerca de 22 metros de comprimento e 10 tripulantes a bordo, foi atacado por um navio chinês que tem mais que o dobro do tamanho. Segundo o Sindicato da Indústria de Pesca do Rio Grande do Norte, o ataque aconteceu no final da manhã dessa quinta (22) a 280 milhas da costa brasileira (450 quilômetros), já em águas internacionais. Não há feridos.
“Está acontecendo uma guerra no mar, uma guerra pelo atum”, disse Gabriel Calzavara, presidente do Sindpesca.
O sindicalista contou que o navio chinês bateu propositalmente no Oceano Pesca I, que é o nome da embarcação potiguar. “Por rádio, o comandante chinês disse, em português, que iria mandar ao fundo o navio brasileiro. E começou a se aproximar muito rapidamente, até bater”, afirmou.
A Marinha do Brasil, por meio da assessoria de comunicação do Comando do 3º Distrito Naval, em Natal, disse que vai se pronunciar sobre o ocorrido ainda nesta sexta-feira (23).
Veja reportagem completa clicando aqui
G 1 (RN)

Com a palavra o PSOL: Carlos Alberto: “tô nem aí, tô nem aí”

 

Mesmo com a ameaça de expulsão do PSOL, o professor Carlos Alberto, que foi candidato a governador pelo partido, está à vontade na Comissão de Transição de Fátima Bezerra, não comunicou à sigla e, diante das notícias de retaliação, ele se mostra despreocupado. 

Não está nem aí. Carlos quer mesmo é voltar pro PT.

O ódio só vai aumentar: Futuro ministro da Educação quer limpar ‘entulho marxista’


Nascido em Bogotá, na Colômbia, e naturalizado brasileiro, Rodriguez é autor de vários livros, entre eles a obra “A Grande Mentira – Lula e o Patrimonialismo Petista”.
Ricardo Vélez Rodríguez compartilha várias posições conservadoras do presidente eleito e já sinalizou apoiar várias das bandeiras defendidas por Jair Bolsonaro, como a expansão de escolas militares no país e o combate à hegemonia de ideias esquerdistas no ensino.
Em sua conta no Facebook, o futuro ministro já escreveu:
A iniciativa da educação de gênero é uma grande estupidez da esquerda petralha, que pretende substituir o Pátrio Poder pela doutrinação gramsciana, para acabar com a família tradicional e os valores cristãos.
Em novembro, ele publicou um texto criticando o filósofo esquerdista Mário Sérgio Cortella, que havia sido sugerido pelo candidato derrotado Fernando Haddad (PT) como um possível nome para chefiar a Educação em caso de vitória petista.
No texto em questão, Rodríguez escreveu sobre seus planos para o MEC:
O que é necessário na educação, senhor Cortella?
Em primeiro lugar que se limpe todo o entulho marxista que tomou conta das propostas educacionais de não poucos funcionários alojados no Ministério da Educação. Isso para início de conversa.
Em outra publicação, ele também descreveu o que seria necessário fazer no ministério:
Enxergo, para o MEC, uma tarefa essencial: recolocar o sistema de ensino básico e fundamental a serviço das pessoas e não como opção burocrática sobranceira aos interesses dos cidadãos, para perpetuar uma casta que se enquistou no poder e que pretendia fazer, das Instituições Republicanas, instrumentos para a sua hegemonia política.

Está vivo: O comando da Capital é de Carlos Eduardo Alves



A grande liderança política de Natal continua sendo o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves que meteu uma dianteira de mais de 100 mil votos em cima da candidata a governadora eleita Fátima Bezerra, na eleição passada, na Capital do Estado, mesmo com toda a onda petista no Rio Grande do Norte.

É ele que vai comandar a sucessão municipal em 2020 em Natal.

Em boas mãos? Rodrigo Bico deverá assumir FJA

 
Aprendeu com Frota?

A Fundação José Augusto (FJA), que equivale à secretaria de Cultura, deverá ser ocupada por Rodrigo Bico no governo Fátima Bezerra (PT). 

Ele chegou a ocupar a pasta no início do governo Robinson Faria (PSD), mas deixou após Fátima entregar seus cargos na gestão.



Transposição: Tenha calma Fátima, foram 14 anos!

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O PT passou 14 anos no poder e não concluiu a obra de Transposição do Rio São Francisco. 
Agora, a senadora petista e governadora eleita Fátima Bezerra cobra ‘urgência’ ao futuro presidente da República Jair Bolsonaro.

A obra é importante senadora! Todos nós sabemos. Mas… deixa o ‘omi’ tomar pé da situação. 
Ou melhor, assumir o cargo pra ver o ‘rombo’ que vocês deixaram.

Voce sabia que a Sexta Black Friday foi importado dos Estados Unidos?

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Inimigo de comunistas, os Estados Unidos centro mundial do capitalismo é o responsavel pelo estouro de vendas no Brasil nas promoções da Black Friday, movimentando uma cifra de mais de R$ 2017 bilhões. 

Todo petista é contra o capitalismo, isso é notorio e logico. Mas porque ele vai a grandes Lojas comprar produtos em promoções? Parece hipocrisia... mas não é, dentro dele há o invisivel espirito capitalista.

Se tem descontos, não sei...De fato pegou aqui no Brasil essas Promoções. É uma verdadeira loucura de promoções e compras... depois vem a fatura.

Sem coligações, partidos precisam se fortalecer no RN

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O fim das coligações para 2020 é um recado para os partidos, que precisam se fortalece
r pela base. Atualmente, muitos só valorizam quem tem mandato e esquecem de fazer nomitatadas. Sem nominatas, até os eleitos correm o risco de ficarem sem mandatos. 
Quem já se organiza bem a base aqui no RN são: Solidariedade, PT e PSOL. Os outros precisam seguir o exemplo.

UFRN é condenada a pagar R$ 200 mil de indenização por danos morais em erro médico



A Universidade Federal do Rio Grande do Norte foi condenada a pagar indenização de danos morais no valor de R$ 200 mil por erro médico ocorrido na Maternidade Escola Januário Cicco. A denúncia recaiu sobre procedimento conduzido pela equipe médica vinculada à Maternidade Januário Cicco.

Segundo o relato da parte autora, Sara Epaminondas Alves, o parto seria normal, mas terminou sendo cesáreo. Durante a cirurgia ocorreram complicações e o bebê ficou com seqüelas de hipóxia neonatal (falta de oxigenação).

A Juíza Federal Moniky Mayara Costa Fonseca acolheu a preliminar de ilegitimidade das médicas processadas, já que pela Constituição Federal prevê “a responsabilidade das pessoas jurídicas de direito público pelos danos causados por seus agentes a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o servidor público responsável nos casos de dolo ou culpa grave”.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Aceita que dói menos: Natália Benevides vai debater com militância sobre Bolsonaro

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Reacionários com modelos de fascistas?
 

A deputada federal eleita Natália Bonavides (PT), vai debater hoje, com sua militância, a vitória do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e como será a resistência que farão ao governo.
A esquerda é que virou reacionária. Imitando fascistas
Aceitar a derrota que é bom, nada.

Morre o médico e ex-deputado Neto Correia

Faleceu na noite desta quarta-feira (21), no Hospital Rio Grande, em Natal, o médico e ex-deputado estadual Manoel Correia Neto, mais conhecido por Neto Correia, 70 anos, em decorrência de problemas cardíacos.

Na política, Neto ainda foi prefeito de Santana do Matos, cidade onde nasceu. Na medicina, por muitos anos, fez parte da equipe dirigente do antigo Hospital ITORN, ao lado do irmão, também médico, o ex-deputado federal Cipriano Correia.

O velório de Neto Correia acontece no Cemitério Morada da Paz, em Emaús, onde às 16h será celebrada uma Missa e em seguida o sepultamento.

Por Heitor Gregório

Bolsonaro é Macho: ‘Seria levado para o lado do nepotismo’

 Imagem da matéria

Jair Bolsonaro disse para a imprensa que o plano de nomear seu filho para a Secom deve “morrer”, porque ele não quer ser acusado de nepotismo:

“O nome do meu filho foi levantado. Passei para o Site O Antagonista, que ligou para mim. Não tem nada certo, acho difícil que ele aceite ir para lá. Seria levado para o lado do nepotismo. Nunca pratiquei isso, não me interessa fazer.”

Para os machistas petistas: Se Bolsonnaro escutar sua esposa fará um abençoado e grande governo

A futura primeira dama, Michelle Bolsonaro, ao chegar no CCBB, em Brasília Foto: Jorge William / Agência O Globo

Michelle diz que orou para que Bolsonaro tenha sabedoria. 

— Eu creio que seja o momento que o Senhor está nos dando para mostrar quem é o Jair Bolsonaro. O coração quebrantado...
Já errou? Já errou. Quem nunca errou? 
Ele tem 63 anos, teve uma educação totalmente diferente da minha.
Temos uma diferença de idade grande, mas está amadurecendo, está crescendo.
Esse é o momento para ele crescer.
Esse é o momento para ele ter sabedoria, discernimento para falar.
Sempre orei. "Senhor, dá sabedoria para o meu marido".

Esse é o papel de toda esposa. Quando ela age assim, pode ouvi-la que ela quer ajudar...

Michelle Bolsonaro diz que todos os rótulos sobre o marido "vão cair"

  Futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro 21/11/2018 Foto: José Cruz/Agência Brasil
Futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro 21/11/2018 Foto: José Cruz/Agência Brasil 

Futura primeira-dama conta que já brigou com marido pela forma como ele fala (é o jeito dele)


BRASÍLIA — Futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro disse, em entrevista à Rede Super de Televisão, divulgada nesta quarta-feira, que brigou com o marido "muitas vezes" pela maneira como "ele colocava as palavras". Ela diz que, na Presidência da República, todos os "rótulos" sobre Jair Bolsonaro vão cair. 

— Todos esses rótulos vão cair por terra, porque ele não é essa pessoa, meu marido é um príncipe — disse, em referências às críticas que ele recebeu durante a campanha.

Michelle diz que orou para que Bolsonaro tenha sabedoria.
— Eu creio que seja o momento que o Senhor está nos dando para mostrar quem é o Jair Bolsonaro. O coração quebrantado... Já errou? Já errou. Quem nunca errou? Ele tem 63 anos, teve uma educação totalmente diferente da minha. Temos uma diferença de idade grande, mas está amadurecendo, está crescendo. Esse é o momento para ele crescer. Esse é o momento para ele ter sabedoria, discernimento para falar. Sempre orei. "Senhor dá sabedoria para o meu marido".
E completou:
— Acha que eu concordo? Concordo com ele em 99%, mas não concordava com a forma como ele falava, como ele colocava as palavras. Isso me feria também. E muitas vezes, eu briguei com ele, e lembrava: "Olha que você tem um pastor, você tem uma família e, graças a Deus, não é pela força também, né". O Senhor preparou esse momento, com todos os detalhes, quebrantou ele primeiro, todas aquelas orações que a gente teve para que ele tivesse esse momento.

Segundo Michelle, Bolsonaro "é uma pessoa totalmente diferente dentro de casa".
— Eu falo para ele: "Você é um personagem fora de casa, eu até gostaria que você fosse um pouquinho assim dentro de casa, tivesse um pouquinho mais de energia. Mas ele é uma pessoa extremamente com o coração lindo.
A futura primeira-dama diz que o marido terá dificuldade de deixar o Rio de Janeiro.
Ele ama praia, ama liberdade e não pode mais. Ele quebra todos os protocolos de segurança. Vamos nos mudar pra Brasília após o Natal. Para o Bolsonaro, vai ser mais complicado. Ele ama essa cidade (Rio de Janeiro) de paixão.
A primeira-dama Marcela Temer recebe a visita de Michelle Bolsonaro, no Palácio do Planalto Foto: Carolina Antunes / PR
A primeira-dama Marcela Temer recebe a visita de Michelle Bolsonaro, no Palácio do Planalto Foto: Carolina Antunes / PR
Michelle relembrou o atentado sofrido por Bolsonaro, em Juiz de Fora (MG), durante a campanha presidencial:
— Eu parti para Juiz de Fora tranquila, mas, quando eu cheguei na UTI, eu olhei e falei: "Senhor, ele não merecia estar nessa situação". Mas eu nunca tive medo de perdê-lo. O senhor tem controle e eu me apeguei. O quadro dele era para morte. A intenção era para matar. O Jair levantava as mãos para os céus sempre. 




Futura primeira-dama diz que pretende atuar em todos os projetos sociais possíveis

A futura primeira dama, Michelle Bolsonaro, ao chegar no CCBB, em Brasília Foto: Jorge William / Agência O Globo
Michelle Bolsonaro (tem futuro e perfil de politico) visita o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto a convite de Marcela Temer 
Se o presidente Bolsonaro escutar sua esposa seu governo será bem sucedido. Ela é uma pessoa de fé e sempre orienta seu esposo. 
 Duas lindas modelos.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Professores da UERN cancelam greve para poupar Fátima

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Os professores da UERN decidiram, em assembleia, cancelar o indicativo de greve, para poupar a governadora eleita Fátima Bezerra (PT) de assumir a gestão já com desgaste. 
O governo agora será “aliado”.
Preferem sofrer, perder salarios do que correr atras dos seus direitos contra a petista.

“Bolsonaro vai entrar na bala”, ameaçam bandidos armados

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O serviço de inteligência da Polícia Federal (PF) está investigando duas ameaças que surgiram na internet contra o presidente eleito, Jair Bolsonaro. 
Em um dos vídeos, um homem exibe um fuzil em direção a uma rua escura e, sem mostrar o rosto, faz ameaças. No outro, um homem segura duas pistolas e diz: “Bolsonaro, tu vai entrar na bala”. 

As informações são do jornal EXTRA.

A PF busca identificar e localizar os autores das ameaças, mas tudo indica que são bandidos de alguma facção criminosa. Um dos objetivos da investigação é descobrir se as falas fazem parte de um plano de ataque ou seriam meras bravatas dos criminosos em busca de fama.

Mineiro ainda tentará anular votos de Kerinho


Mesmo com todas as provas apresentadas pelo candidato a deputado federal Kerinho (PDT) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconhecendo seu próprio erro, o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) ainda tentará impedir que os votos dele sejam computados. 

O primeiro argumento é sobre a quitação eleitoral de Kerinho.

No entanto, o candidato pelo PDT obteve no dia 9 de agosto, 5 dias antes do registro de candidatura e consta nos autos do processo. 

O segundo é impedir que a elucidação da verdade seja utilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tomar a decisão.

Paciência dos sindicalistas com Fátima não será infinita

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Nem tudo é eterno
A governadora eleita Fátima Bezerra (PT) assume o Governo do Estado nos braços dos sindicalistas, mas essa aliança poderá não durar muito tempo.

A petista enfrentará uma pedreira e sindicatos não costumam ser compreensíveis. 
Vamos ver até quando vai durar esse amor entre Fátima e os sindicatos.

Dilma e o pacto com diabo contra Bolsonaro

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Nas eleições de 2014, a ex-presidente Dilma (PT) fez o diabo para vencer o pleito. Terminou o processo eleitoral esfacelada. 
O impeachment pôs fim a um governo que iniciou com mentiras e corrupção. 
Agora, a petista afirma que se aliará até ao diabo para fazer oposição ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). 
Essa relação de Dilma com o Diabo chama a atenção. Lembrando que ela foi derrotada, neste ano, ninguém sabe com ou sem o Diabo, em Minas Gerais, ficando em quarto lugar para o Senado.

Que sorte, hein Fátima?…

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… Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira, 20, os professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) votaram o indicativo de greve e rejeitaram a proposta de paralisação. 

Segundo a Associação dos Docentes do Rio Grande do Norte (Aduern), os professores avaliaram que não é o momento mais adequado para o início de uma greve por conta da transição entre os governos.

Se Robinson tivesse sido eleito agiria da mesma fora?

TSE confirma documentação de Kerinho e Beto Rosado vai assumir vaga de Mineiro

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MINEIRO DANÇOU! GANHOU CARAUBAS E O PREFEITO JUNIOR ALVES

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou hoje(20) que Kerinho (PDT) entregou toda a documentação no dia 14 de agosto deste ano, dentro do prazo. ( ReporterGM7)

O Tribunal Superior Eleitoral assumiu o erro. Com isso, os votos dele serão validados. Desta forma, o deputado federal Beto Rosado (PP) entra na lista de eleitos e o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) vai para a primeira suplência da coligação do PT.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Ministro cassa decisão do TSE e mantém prefeito de Alto do Rodrigues no cargo

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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes cassou decisão do Tribunal Superior Eleitoral e manteve no cargo o prefeito Abelardo Rodrigues (DEM), de Alto do Rodrigues, no Rio Grande do Norte. 
O ministro também suspendeu as eleições suplementares agendadas para o próximo dia 9 de dezembro no município.
O registro de candidatura do democrata havia sido impugnado pela adversária, Jaqueline Medeiros (PSD), e pelo Ministério Público Eleitoral durante as eleições de 2016. Ambos alegam que Rodrigues era inelegível devido à condenação por abuso de poder por atos supostamente praticados por ele em 2008.
Em primeira e segunda instâncias, o registro do prefeito foi deferido e ele foi reeleito no pleito. O TSE então cassou o mandato sob alegação da Lei da Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de condenados em tribunais de apelação, e convocou novas eleições municipais.
A defesa de Rodrigues alega que a corte eleitoral aplicou de modo equivocado a jurisprudência do STF sobre a retroatividade da Ficha Limpa. 
O plenário do Supremo decidiu que a lei poderia atingir candidatos eleitos antes de sua sanção, em 2010.
(Veja mais…)

Brasil vence Camarões em amistoso marcado por lesão de Neymar


O Brasil venceu Camarões por 1 a 0 nesta terça-feira em amistoso marcado pela lesão de Neymar nos primeiros minutos de jogo, ligando o alarme no Paris Saint-Germain a oito dias do decisivo confronto contra o Liverpool pela Liga dos Campeões.

A Seleção se deparou com um grande problema logo aos 7 minutos de jogo em Milton Keynes, nos arredores de Londres, quando Neymar pediu para sair ao acusar dores na coxa direita depois de arriscar uma finalização da entrada da área.

A saída do camisa 10 pareceu desestabilizar o Brasil, que sofreu para criar chances de perigo e só conseguiu marcar o gol da vitória em cobrança de escanteio que Richarlison, substituto de Neymar em campo, cabeceou colocado aos 44 minutos de jogo.

Em Patu, prefeito renuncia ao próprio salário para combater à crise


 

O Prefeito de Patu, Rivelino Câmara, assinou na manhã desta terça-feira (20), “Termo de Doação”, do seu salário referente aos meses de dezembro de 2018, janeiro, fevereiro e março de 2019. O valor será repassado à Prefeitura Municipal para que seja aplicado em ações e políticas públicas do município em diversas áreas.
“Foi ciente da enorme crise financeira que assola os pequenos municípios do País,
 e conhecedor das necessidades que temos em reorganizar a nossa economia, que tomei tal decisão em favor de Patu”, disse o prefeito.

Rivelino lembra ainda que outras sérias e duras medidas, serão tomadas já na próxima semana. “Precisamos cortar na própria carne para enfrentarmos de frente esta que já é a maior crise econômica da história contemporânea”, disse.

Robinson Faria se ‘vira nos trinta’ ou lasca Fatima

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Faltando pouco tempo para terminar o mês de novembro, o governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria  ainda não sabe quando vai pagar o restante do mês de outubro e do 13° salário de 2017 e a folha integral de novembro.
Bem como não há previsão para pagamento da folha de dezembro e o 13° de 2018.
A equipe econômica informa apenas que o Governo está se ‘virando nos trinta’ para cumprir o dever.
Tudo em vão.

Pega na Mentira: Porta-Voz do Whatsapp se pronunciou e enterrou a falsa narrativa do PT de desqualificar campanha de Bolsonaro

O Porta-voz do aplicativo Whatsapp no Brasil se pronunciou e enterrou a narrativa do PT de que o Bolsonaro usou indevidamente os recursos do programa ilegalmente. 

A informação é falsa e desequilibrada, sem nenhum embasamento de suporte tecnioco detonada por parte daqueles que se sentiam encurralados e vendo a derrota proxima.

Segundo a empresa, eles já contam com tecnologia de ponta para detectar spam e comportamento anormal na rede social. Não houve nenhum desequilibrio.

"Nunca teve impulsionamento de torpedos via rede social, o que houve na verdade, foi uma divulgação espontânea do eleitor pró Bolsonaro, como tambem poderia ter ocorrido com petistas usando a plataforma legalmente", concluiu o Porta-voz.  

"Eu acionei o gatilho e detonei gratuitamente torpedos em favor de Bolsonaro o futuro presidente do Brasil", disse um Reporter. Indagado depois da eleiçao ele respondeu: "faria tudo de novo para tirar corruptos de seus assentos".

Coluna da Folha reconhece falha em meio de apresentar reportagem contra Jair Bolsonaro sobre envio de WhatsApp


A coluna Ombudsman da própria Folha de São Paulo afirmou que “o jornal falhou na forma narrativa de apresentá-la ao leitor”.

A coluna inicia afirmando que avalia como “importante e necessária a reportagem sobre o impulsionamento ilegal em favor de Bolsonaro. 
É apuração difícil, que, com meandros obscuros a desvendar, abre um caminho rico a ser explorado. 
No entanto, entendo que o jornal falhou na forma narrativa de apresentá-la ao leitor”.
Obviamente que em cenários eleitorais os ânimos ficam alterados, e ao saber de qualquer desvio de conduta por parte de qualquer candidato, é dever da mídia entregar a informação para os eleitores e para a população em geral, mas existem meio de fazer isso sem tentar imputar denúncias vazias e que não se provaram até o presente momento.
E continua “A construção técnica do texto e dos enunciados — da primeira página e internos — poderia ser mais precisa e transparente. Faltaram detalhes que corroborassem as evidências, mesmo sem que fontes fossem reveladas. Essa fragilidade gerou dúvidas nos leitores. Serve de alerta. Obriga a Folha a não esmorecer nem dar por encerrada a investigação.”

Informação d'O Antagonista.

Fátima Bezerra afirma que vai anunciar secretariado

 
A senadora petista e futura governadora do Rio Grande do Norte  Fátima Bezerra  disse nesta seguda (19)  ao participar do Seminário Motores do Desenvolvimento que vai anunciar nesta semana nomes do seu secretariado. 
Segundo Fátima, até o final de dezembro, todos os nomes dos futuros secretários estarão anunciados.


Fátima Bezerra radicaliza e não ‘toca’ no nome de Bolsonaro


A senadora petista e futura governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra participou hoje do Seminário Motores do Desenvolvimento. disse que conversou com os empresários Marcelo Alecrim e Flávio Rocha. 
Falou em “pacto pelo RN”. Falou em muita coisa. Boa. 
Só não ‘tocou’ se quer conversa com o futuro presidente da República Jair Bolsonaro
Que é a peça principal para o crescimento do Estado.